quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Quadro da paz

Certa feita lí um conto que tratava sobre um concurso de quadro que retratasse melhor a paz. Entre uma diversidade de motivos onde a tranquilidade estava bem simbolizada,o escolhido foi um quadro nebuloso,de cores sombrias mas que trazia em um canto uma árvore com um ninho de passarinho com os bichinhos nele. A idéia foi mostrar que a paz do coração se atinge é mesmo até em meio ao caos.Juro que na época que li o conto eu não conseguia dimensionar tal mensagem.E hj eu fui brindada com tal sensação.Amanheci retratada simbolicamente no quadro.Minha vida tá um caos.E uma enfermaria também.Tres gatos operados,com medicamentos e cuidados especiais.Outros furaram o bloqueio (rasgaram a tela) e invadiram a minha casa munidos de marcantes territoriais e miados desafiadores entre si. A casa que já havia sofrido o efeito de um furacão conseguiu ficar pior.Meu sonho é conseguir chegar à maquina de lavar, imagine.A louça formou uma coluna de sustentação pro teto,é o que parece.As contas se acumulam sem que eu possa sair para pagá-las.Minha geladeira parece uma piscina:só tem agua.Quando chego ao trabalho tenho pra fazer que esqueço a casa para viver um caos em outro nível:o da criação e execussão pra ontem. Em meio a isso eu penso: bem que eu podia ter feito aquele quadro,ganho o premio,viajado pra receber, só pelo gostinho de ficar longe de tudo só pra saber como eu morreria de saudade desse caos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Madrugada

O dia foi muito tumultuado pela doença do Baminha.Tive que tomar muito remédio pra suportar. Agora tudo silenciou ao meu redor.Eu me debato em pensamentos. Estarei ainda viva? Algo de mim com certeza se foi, pois o olhar mais pesado denuncia. Por vezes sinto que há um vendaval de recordações me arrastando pelo passado e me prendendo em cirandas coloridas. Outras vezes sou feito um personagem da tragédia grega que aceita as regras do destino com uma resignação que beira a sabedoria. Estarei enlouquecendo como os antigos poetas? Estarei vivendo de páginas amareladas lidas nos intervalos de aulas? Ou estarei apenas deixando que meu coração se esqueça do tempo e saia dançando pelas praças?
A madrugada e seu silencio forjam mudanças. Abro os braços da emoção para essa alquimia que me dá a ilusão de estar viva, pulsando e grata por ainda ter sentimentos reconfortantes.

Madrugada

"Dorme e acorda feito bicho..."

Minha mãe costumava dizer assim quando éramos crianças: "Dorme e acorda feito bicho, não faz nem o sinal da cruz". Acho que com isso, mais que religiosidade, ela queria nos inserir no plano da transcendência. Nos perdemos do já fomos, mas as recordações ficaram e nesse ano procuro fazer o sinal da cruz à minha maneira: ao deitar e ao acordar não me imponho de imediato as atividades do dia, que são inumeras.Primeiro dou-me um tempo de extase frente a algo que nomeei belo.Assim agradeço e me rempendo pelo dia e a longo olhar pela vida.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Não importa

Não é propósito escrever tese ou texto para a academia de letras. A mim me basta registrar uma felicidade ainda que breve,suave,transparente.O mais importante é exercitar-se na vivência da felicidade.Sabor picante, marcante,aterrador por vezes. Ser feliz saboreando algo importante, mas injustamente adiado. Não, não importa mais que alguns minutos plenos e ausentes de interferências alheias. Só isso tudo que a vida me intima a chafurdar...só!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Primeiro de Janeiro de dois mil e onze

É da nossa cultura planejar recomeços cada vez que um ano se inicia. E a gente aposta que dará certo. Sou desse time. Já estou com a mala cheia de projetos iniciando a grande viagem. Confesso que torço pra dar certo. Que consiga ultrapassar os obstáculos com fôlego suficiênte pra me mantar de pé. No momento tantas coisas se passam pela minha cabeça que não vou desenvolver qualquer reflexão em particular. Vou tomar um ansiolítico e depois retorno.