segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Madrugada

O dia foi muito tumultuado pela doença do Baminha.Tive que tomar muito remédio pra suportar. Agora tudo silenciou ao meu redor.Eu me debato em pensamentos. Estarei ainda viva? Algo de mim com certeza se foi, pois o olhar mais pesado denuncia. Por vezes sinto que há um vendaval de recordações me arrastando pelo passado e me prendendo em cirandas coloridas. Outras vezes sou feito um personagem da tragédia grega que aceita as regras do destino com uma resignação que beira a sabedoria. Estarei enlouquecendo como os antigos poetas? Estarei vivendo de páginas amareladas lidas nos intervalos de aulas? Ou estarei apenas deixando que meu coração se esqueça do tempo e saia dançando pelas praças?
A madrugada e seu silencio forjam mudanças. Abro os braços da emoção para essa alquimia que me dá a ilusão de estar viva, pulsando e grata por ainda ter sentimentos reconfortantes.

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