terça-feira, 29 de junho de 2010

ausencia

minha rede está no momento com dois punhos quebrados e pendendo feito lagrimas chantagistas. será que ela entendeu que vou me ausentar por dois dias ? não duvido, pois meu mundo é praticamente minha extensão. mini e pen, meus gatos mais novinhos estão cabisbaixos. eu lhes disse que iria sentir falta desse cheiro de xixi que eles deixam pela casa, mas suas orelhinhas para trás (indignação) me convenceram que o cheiro do xixi vai comigo. ainda estou me balançando preguiçosamente enquanto o tempo passa. a camisa da beija-flor vai comigo. o par de brincos de estrela azul tambem. tô pronta. queria poder levar meus cds. não falo dos sambas-enredos em sí,pois muitos vão. trata-se mesmo daquelas caixinhas que eu olho, babo,paparico e por quem sinto um ciume doentio. com nietzsche já é outro assunto. ele já tá tão incorporado em mim que nos misturamos sem fronteiras. eu me sinto mais segura com ele,íntima. já o samba-enredo me deixa insegura,tropeçando nos pensamentos,enciumada(mil ,vezes). dai começei a me envolver com o caprichoso. no começo eu forcei a barra prometendo a mim que construiria esse relacionamento. e assim o foi. fui me viciando em azul. tudo tinha que ser azul, até que começou a dar na vista. eu então me chamei ¨pras conversa¨e falei sério pra minha neura. melhorar melhrou, pois ate´ comprei uma uma camisa da ESTÁCIO, isto é, vermelha. então, minha rede, fica fria que eu volto. olha meus gatos, meus livros, meus cds, minhas camisas das escolas e tudo mais tem marcado essa vida que construi e que levo no pensamento toda vez que me ausento.



,

segunda-feira, 14 de junho de 2010

pressão

foi ontem. senti-me numa fortre pressão emocional. a rede não é a unica amiga. nem minha filha. muitas vezes a tv me auxilia por metáforas. vou no instinto e a orientação se processa. o filme era Corpo Fechado. a mãe dizia ao filho que tinha ossos de vidro que se ele tivesse medo naquele momento da infancia, nunca mais ele faria nada. ele atravessou a rua e tornou-se um artista. eu vi o quanto é bom ter amigos, pois eles nos ajudam nos momentos dificeis.

domingo, 13 de junho de 2010

gente

fiz hoje duas coisas horripitantes: saí e vi gente. quando voltei joguei-me exausta na rede. conversamos ate eu me sentir menos des
esperada. minha rede me acalma no possivel. minha filha sentindo a tragedia que eu estava vivendo armou uma rapida explicação de uma fatia da sociedade, que somando tudo me deu forças para levantar,fazer café toma-lo embebido no pão. agora tô bem e vou conversar um pouco com os gatos

sábado, 12 de junho de 2010

preguiça

estou sempre com preguiça ou algo parecido. não me importa a definição mais apropriada. importa mesmo é que tudo que faço me custa grande esforço. converso com minha rede sobre isso pois ela é boa confidente. depois chegamos a determinadas conclusões. agora sinto preguiça até de pensar, formar frases e teclar. porisso vou encerrar. e vou beber o que restou de vinho.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

sem vontade

também se vive num constante sem vontade. vontade mesmo é de ficar na rede a pensar. o resto fica sempre pra depois. cada respiração é vida absoluta. passado e futuro não fazem o menor sentido a não ser pelo sentimento que formaram. viver sem vontade é não saber mais de cobranças, de representaçoes, de consentimentos. é um respeitar sem luta o que momento propõe. de certa forma uma especie de liberdade que o organismo nos impele. de certa forma ficamos desconhecidos para nós mesmos. e cegos para alguns costumes, enquanto visivelmente sensiveis para outras verdades. no finaãl a balança fica matematicamente
equilibrada: positivos e negativos sao quantitativamente iguais. então já da pra se curtir tambem uma surdez. é fim.

da rede para as camisas

recostada na rede, pé pra fora, tomando impulso na cama olho a porta do guarda-roupa aberta. QUE VISÃO ! porta aberta que nada. asas protetoras ! protegem emoções materializadas. penduradas em cruzetas exibem-se graciosamente para mim retalhos de momentos divinais. travestidas de tecidos emoçoes voluteiam oa meu redor. um gato pula para dentro do guarda-roupa e por um instante a razão assume o comando tirando-o de lá. o ciúme se aquieta. asas de anjo, outrora porta, voltam a velar o local sagrado onde mantos protetores de emoções reluzem. o gato volta a entrar no quarto e a cruzar rasgando a distancia entre mim-e-a-rede e o anjo-guarda-roupa. o gato não entra.respeita o altar que guarda lembranças e sai silencioso como se faz em lugres sagrados. olho as camisas penduradas. pra alguem pode ser só isso : camisas penduradas. mas eu-e-aquelas-camisas não formamos qualquer um. quisera ter forças para me levantar e me ajoelhar diante delas em adoração, mas a rede me abraça e me deixo abandonar em seu toque. fico a olhar as camisas e a me perguntar como pode uma felicidade assim...

terça-feira, 8 de junho de 2010

de dentro pra fora

a conclusão que eu e minha rede chegamos é que tudo visto DE DENTRO PRA FORA é melhor, pois de certa forma nos torna ativos. podemos não só selecionar a realidade como dimensiona-la.isso é como criação.quando as coisas acontecem de fora para dentro chegamos atrasados e so podemos reagir.metade da energia ja ficou consumida. eu e minha rede gostamos de trançar fios e observar o bordado final.não ligamos para cronologias nem espaços.juntamos tudo e damos uma forma particular.então boto literalmente o pé no chão, dou impulso e no balanço saboreio a vida que construo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

estranho

quando os raios do sol me tocaram eu abri os olhos cheia de santa preguiça. olhei aquele mundo tão familiar ao meu redor e voltei a fechar os olhos para ver de outa forma. tentei, no pensamento identificar minhas coisas. Farejando imprimí nelas qualidades, vida. assim elas começavam a se comunicar comigo. dialogamos por algum tempo arrastando pedaços de memórias. eu era um bichinho admirando pedacinhos de nada. meu braço pendeu para fora da rede e feito pêndulo de relogio antigo, cortava o ar. foi quando o gato chegou se roçando e me lembrando que estava com fome e que eu tinha um compromisso afetivo com bichanos. então eu achei muito estranho ainda ser gente, enquanto minha alma ja era de gato.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sozinha

É bom estar só. No silêncio. Escutando o nada. Só o pensamento vai e volta. Não tem propósito a não ser estar ali naquele segundo. Não sabe de explicações. Permite que o vento acarecie e passe. Só há um pensar sem regras formando mundos. Realidades tantas. Então se voa nelas sentindo seu pulsar. Não é difícil cocriar mundos. Ao contrario, é tão simples que não se vê o óbvio. Basta sair do tempo cronológico... Assim...