recostada na rede, pé pra fora, tomando impulso na cama olho a porta do guarda-roupa aberta. QUE VISÃO ! porta aberta que nada. asas protetoras ! protegem emoções materializadas. penduradas em cruzetas exibem-se graciosamente para mim retalhos de momentos divinais. travestidas de tecidos emoçoes voluteiam oa meu redor. um gato pula para dentro do guarda-roupa e por um instante a razão assume o comando tirando-o de lá. o ciúme se aquieta. asas de anjo, outrora porta, voltam a velar o local sagrado onde mantos protetores de emoções reluzem. o gato volta a entrar no quarto e a cruzar rasgando a distancia entre mim-e-a-rede e o anjo-guarda-roupa. o gato não entra.respeita o altar que guarda lembranças e sai silencioso como se faz em lugres sagrados. olho as camisas penduradas. pra alguem pode ser só isso : camisas penduradas. mas eu-e-aquelas-camisas não formamos qualquer um. quisera ter forças para me levantar e me ajoelhar diante delas em adoração, mas a rede me abraça e me deixo abandonar em seu toque. fico a olhar as camisas e a me perguntar como pode uma felicidade assim...
Tá bombando com o blog né carolina?
ResponderExcluirAgora sim... Muitos posts?? ô mulher depressiva
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