quinta-feira, 3 de junho de 2010

estranho

quando os raios do sol me tocaram eu abri os olhos cheia de santa preguiça. olhei aquele mundo tão familiar ao meu redor e voltei a fechar os olhos para ver de outa forma. tentei, no pensamento identificar minhas coisas. Farejando imprimí nelas qualidades, vida. assim elas começavam a se comunicar comigo. dialogamos por algum tempo arrastando pedaços de memórias. eu era um bichinho admirando pedacinhos de nada. meu braço pendeu para fora da rede e feito pêndulo de relogio antigo, cortava o ar. foi quando o gato chegou se roçando e me lembrando que estava com fome e que eu tinha um compromisso afetivo com bichanos. então eu achei muito estranho ainda ser gente, enquanto minha alma ja era de gato.

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